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CUT e centrais começam Jornada por Empregos e Direitos nesta terça (10)

10/12/2019

Os sindicalistas vão começar o diálogo para explicar os prejuízos da carteira verde e amarela com a população de São Bernardo do Campo. Jornada vai até a sexta em outros locais

Escrito por: Redação CUT

Para dialogar com os trabalhadores e as trabalhadoras e com a população em geral sobre os impactos da Medida Provisória (MP) nº 905, do Programa Verde e Amarelo, os representantes da CUT e demais centrais sindicais - Força Sindical, UGT, CTB, CSB, Nova Central, CGTB, Intersindical, Intersindical Instrumento de Luta e Conlutas – iniciarão nesta terça-feira (10) uma Jornada de Lutas por Empregos e Direitos. [Veja calendário completo abaixo].

A abertura da jornada será em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, durante a madrugada. Às 5 horas da manhã os sindicalistas estarão na porta da Volkswagen conversando com os trabalhadores e as trabalhadoras para que entendam a importância de se somar a luta contra a MP 905, que cria a carteira verde e amarela cujo objetivo é criar empregos com menos direitos para jovens de 18 a 29 anos.  

A MP do governo de Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, é uma nova e dura reforma Trabalhista. A proposta do governo altera mais de 40 dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo a redução do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o parcelamento do 13º e férias, o fim do pagamento das horas extras para o trabalho aos domingos que será liberado para diversas categorias profissionais. E ainda, taxa os desempregados em até 7,5% para isentar os empresários de 34% de encargos trabalhistas.

 “O movimento sindical e todas as centrais sindicais, junto com a CUT, estarão nas ruas denunciando a retirada de direitos promovida pelo governo Bolsonaro. Vamos mostrar para população brasileira os riscos que o país está correndo com o desmonte das políticas públicas e a retirada sem precedentes na história dos direitos dos trabalhadores”, afirmou o presidente da CUT, Sérgio Nobre, que estará nesta terça no pátio da Volks.

Depois que encerrarem a atividade na montadora, os sindicalistas e as sindicalistas vão caminhar na Rua Marechal Deodoro, rua de comércio no centro de São Bernardo, para dialogar com os trabalhadores e as trabalhadoras sobre o que esta MP significa de fato .  

“Nós estamos vivendo um momento muito grave e o movimento sindical não pode só ficar nos locais de trabalho, nós temos que falar com a comunidade, nos bairros e trazer esse povo para a luta na defesa dos serviços públicos, do sistema de proteção social que nós conquistamos com muita luta, e também na defesa de emprego decente e do direito”, ressalta o presidente da CUT.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), Wagner Santana, o Wagnão, a MP é mais um passo deste governo para destruir toda rede de direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e facilitar a vida do empresário.

“Essa tal carteira de trabalho verde e amarela cria mesmo é um “Bolsa Patrão”, com dinheiro retirado dos nossos jovens desempregados e desesperados por um primeiro emprego. Não podemos nos calar”, afirmou Wagnão.

Assim como o diálogo que os sindicalistas farão com o povo, o material que será usado na panfletagem nas praças, nas portas das empresas e nas ruas da região também mostra que o movimento sindical tem propostas para criar mais empregos e fazer o país voltar a crescer.

Arte: Edson Rimonatto (Rima)Arte: Edson Rimonatto (Rima)
trecho do panfleto que a CUT e demais centrais irão distribuir na Jornada de Lutas

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse que esclarecer a sociedade sobre a nefasta MP é fundamental, mas também ressalta a luta por mais empregos. “Contamos com o apoio e a participação de todos nesta jornada contra a MP 905, para fortalecermos a luta por emprego, direitos e uma vida melhor para a classe trabalhadora e a sociedade brasileira em geral”.

Tramitação

A MP, em vigor desde 11 de novembro, vence em 120 dias, sem contar o recesso parlamentar. Para valer definitivamente é preciso que a MP 905 seja apreciada, analisada e votada pelo Congresso Nacional. Se não for votada neste prazo, a medida perde a validade.

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