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Lideranças sindicais da CUT debatem desenvolvimento industrial e organização sindical

03/03/2021

Macrossetor da Indústria da CUT, MSI, se reuniu nesta terça, 2, de forma virtual, e apontou os principais desafios para o próximo período

Escrito por: Redação CONTICOM

                Avançar na organização dos trabalhadores e trabalhadoras da indústria e promover a luta pela retomada do desenvolvimento industrial foram os temas centrais de uma reunião de lideranças do Macrossetor da Indústria da CUT, MSI, uma organização ligada às confederações industriais filiadas à Central Única dos Trabalhadores, CUT.

Integram o MSI os ramos químico (CNQ), vestuário (CNTRV), metalúrgico (CNM), construção e madeira  (CONTICOM), alimentação (CONTAC) e energia (Sinergia).

 

Confederação nacional

                De acordo com as lideranças, um dos maiores desafios do MSI será consolidar o debate e avançar na construção da Confederação Nacional da Indústria, que será uma entidade sindical de grau superior com potencial para se tornar uma das maiores do país. Esta Confederação reunirá todos os ramos industriais representados pela CUT e terá como tarefa central a elaboração de pautas nacionais e globais com vistas à defesa dos direitos, condições de trabalho, emprego, desenvolvimento industrial, dentre outros. “A iniciativa irá fortalecer pautas que já vêm sendo debatidas como o Plano Industria 10+ construído pelo Instituto Trabalho, Indústria e Desenvolvimento, TID Brasil”, destacou Cida Trajano, coordenadora do MSI. De acordo com deliberação da reunião, o Plano deverá ser pautado na Plenária Estatutária da CUT que será realizada nesta ano de 2021.

 

O futuro do trabalho e da organização sindical

                Uma das preocupações constantes do MSI se refere às novas configurações do trabalho que têm resultado no aumento expressivo da exploração e retirada de direitos. É o caso da chamada “uberização” termo utilizado para retratar o contexto das relações de trabalho por meio de aplicativos.

Outro assunto recorrente no MSI se refere às mudanças na indústria global. “A indústria 4.0, embora ainda frágil no Brasil, também é um debate urgente, já que um de seus pilares é  a reconfiguração da mão-de-obra, não rara substituída por novas tecnologias. Em um país como o Brasil, que já amarga altíssimos índices de desemprego e tem um déficit educacional histórico, é importante que nos preocupemos em encontrar saídas para a garantia dos postos de trabalho. Em nossa visão, o único caminho é a expansão das plantas industriais de todos os setores”, destacou Trajano.

 

Governo X Indústria

                Na avaliação das lideranças do MSI, o desenvolvimento industrial não é política prioritária do atual governo. Na contramão disso, Bolsonaro promove ações que acelera o processo de desindustrialização do país.

                Outro fato avaliado se refere à condução econômica do Brasil frente à pandemia. Neste sentido, de acordo com o MSI, a demora na retomada do auxilio emergencial afeta o comércio de produtos de consumo básico e consequentemente a produção industrial interna. Por outro lado, as medidas protetivas implementadas por Bolsonaro no primeiro semestre de 2020 e que poderão ser retomadas pelo governo, não asseguraram os empregos, tampouco incluíram os sindicatos como representantes legítimos dos trabalhadores para negociar e resolver conflitos coletivos.

 

Sindicato é essencial

                O MSI concluiu ainda que durante da crise sanitária a negociação coletiva feita pelos sindicatos foram instrumentos essenciais para a garantia de direitos, da qualidade do trabalho e da garantia para implementação de medidas de proteção à saúde das trabalhadoras e trabalhadores. “Os acordos firmados por sindicatos provaram o quanto a ação sindical é essencial neste país. Mesmo diante dessa crise gigantesca, muitos deles conquistaram reajustes e a maioria absoluta garantiu a manutenção dos direitos e benefícios”, destacou Claudio da Silva Gomes, presidente da CONTICOM.

 

Vacina Já

                “Sem saúde, não tem desenvolvimento econômico. A retomada dos empregos e da economia só será possível mediante um plano nacional de vacinação eficiente e esta é uma realidade ainda distante. O negacionismo, a incompetência e o viés ideológico em detrimento da ciência são marcas do governo Bolsonaro e o resultado é aprofundamento da desigualdade e da pobreza”, avaliaram os participantes da reunião.

“O Brasil precisa se livrar da pandemia, mas não tem um governo comprometido com essa emergência. Por isso a luta pelo impeachment de Bolsonaro caminha junto com a luta pela vacinação em massa, por desenvolvimento econômico e industrial e por empregos”, concluíram as lideranças do MSI.

 

 


 

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