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Em tempos de retrocessos, cláusulas sociais ganham destaque nas negociações coletivas

24/05/2021

Assunto foi tratado pelos participantes do curso de formação do Macrossetor da Indústria da CUT

Escrito por: Redação CONTICOM

                Os tempos são difíceis. A onda de retirada de direitos iniciada com a reforma trabalhista em 2017 e aprofundada na era Bolsonaro colocam o Sindicato como um instrumento essencial para a garantia de direitos, mesmo aqueles ainda contidos na CLT. Neste contexto, a negociação coletiva ganha um papel ainda mais importante nas relações de trabalho. Num cenário onde “tudo deve ser negociado”, os acordos e convenções coletivas ampliam, cada vez mais, seu leque de cláusulas que objetivam não só questões econômicas, mas também melhores condições de vida e trabalho.

                O assunto foi amplamente debatido na segunda aula do módulo 2 do curso de Formação e Capacitação Sindical: Resistência, Organização e Luta, desenvolvido pelo Macrossetor da Indústria da CUT com apoio do Solidarity Center.

                Dentre as cláusulas sociais mais importantes destacadas pela turma, estão aquelas que buscam a promoção da igualdade de gênero e o fim da discriminação de sexo, raça e orientação sexual. Instrumentos normativos que protejam as trabalhadoras e trabalhadores jovens também foram destacados durante os debates. “Estas cláusulas sociais são fundamentais, essencialmente numa conjuntura em que o próprio governo federal incentiva a desigualdade, o machismo e a homofobia”, apontou Milena Leão, educadora do tema no programa formativo.

 

Redes de Trabalhadores

                Outro assunto apresentado no Módulo, se refere ao fortalecimento das redes sindicais de trabalhadores em empresas nacionais ou multinacionais. Os cursistas relataram suas experiências e reafirmaram a importância de fortalecer as redes existentes e criação de novas redes. “A organização e unidade dos trabalhadores de uma mesma empresa em nível nacional ou internacional é algo extremamente necessário para que as reivindicações e os modelos organizativos sejam atualizadas num contexto global”, destacou a educadora.

 

Comunicação

                O terceiro e último módulo terá início no dia 1.º de junho e tratará o tema “Comunicação Sindical”. A atividade será focada no ativismo digital e trará como atividade prática, uma campanha virtual pelo fim da Violência de Gênero em Casa e no Trabalho. “O tema da Campanha está associado ao fato que, dentre as cláusulas sociais existentes em acordos e convenções coletivas nos setores industriais no país, a consolidação de cláusulas pela  promoção da igualdade e fim da violência de gênero no local de trabalho têm se apresentado como um dos maiores desafios sindicais”, explicou João Andrade, comunicador profissional e responsável pelo programa do módulo.

                O objetivo da atividade é incentivar a implementação e participação dos dirigentes sindicais em campanhas virtuais. “Na pandemia, o debate sobre a comunicação sindical por meio de plataformas de redes sociais cresceu. Ao mesmo tempo, nosso ativismo nas redes sociais ainda não é forte o bastante. As campanhas virtuais são instrumentos fundamentais para o fortalecimento das pautas sindicais e até mesmo na disputa hegemônica”, contextualizou o comunicador.


 

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