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No Espírito Santo, empresários cortam aumento e construção civil dá início à greve

07/08/2012

Lobby dos patrões achatou reajuste e mais de 30 mil operários cruzam os braços no estado

Escrito por: Luiz Carvalho, da CUT Nacional

Na manhã desta segunda-feira (6), os trabalhadores da construção civil do Espírito Santo deram início a uma greve por tempo indeterminado, conforme deinição de assembleia no domingo (5).

A mobilização é uma resposta ao lobby dos empresários do setor que conseguiram uma liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para suspender o aumento de 12% para os operários na área de edificação, 14% para a industrial e impor 7,5% para ambos os setores.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Espírito Santo (Sintraconst-ES), cerca de 30 mil operários estão parados.  

Presidente do Sintraconst-ES, Paulo Peres, o Carioca, comenta que a paralisação atinge desde o pessoal da área industrial até os funcionários da edificação.

“A pressão dos patrões sobre o TST deu origem a uma decisão que causou revolta geral. Teve gente que recebeu aumento no mês passado e que nesse mês foi retirado”, afirmou.

A decisão, contudo, ainda não é definitiva. De acordo com Carioca, o sindicato foi convocado para uma conversa nesta terça (7), às 10h30, com o presidente do TST, João Oreste Dalazen. E outra assembleia está marcada para a quarta (8), às 9h, na praça dos Namorados.

“Nesse momento, não há diálogo com os patrões. Nosso objetivo é convencer o presidente do TST de que o lobby dos empresários foi equivocado porque temos atualmente quatro acordos para a categoria”.

São 7,5% do sindicato patronal, 10% de antecipação desde maio, que algumas empresas deram para não ter grande diferença na data-base, além dos 12% do TRT e 14% que arrancamos em alguns acordos.

“Eles bagunçaram nossa base e, se isso for mantido, teremos dois anos de grande confusão”, avalia o presidente do Sintraconst-ES.

Histórico –No início do mês, o Tribunal Regional do Trabalho capixaba estabeleceu, de forma unânime, índices de 14% para os trabalhadores da edificação e 12% para a área industrial.

Conhecedores da situação local, os desembargadores destacaram que o Espírito Santo cresce em ritmo superior ao da China e que a construção é um dos setores que mais lucram. Além disso, lembraram que oferecer 6% de aumento em uma região onde os preços dos imóveis sobem assustadoramente é um convite à paralisação.

Porém, no último dia 25, o TST acatou a liminar dos patrões e achatou a elevação pela metade.

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